terça-feira, 23 de agosto de 2011

A Natureza do Qi.




Forças da Natureza
Para alegar uma possível alteração nas referências dos sistemas chineses, eles afirmam que no hemisfério sul a força de coriolis faz com que as massas de ar, os furacões e a água nos ralos tendem a girar no sentido horário e no hemisfério norte seja o oposto. Também existiriam mudanças nas estações do ano, etc...

Mas o que tudo isso tem a ver com nosso texto? Bem, as alegações sempre levam em conta forças da natureza como ventos, estações do ano, coriolis, latitudes quentes e frias. Mas o problema é que estas forças da natureza não são o Qi. O Qi é algo muito mais sutil que uma rajada de vento.

Forças da Natureza, como mencionado, são EFEITOS do Qi. Logo, o Qi é a CAUSA primordial deles e não podemos confundir causa e efeito. Veja que estamos utilizando uma argumentação ocidental, científica. Causa e efeito é um dos pilares da ciência.

Mais Profundamente
Se formos examinar com muito mais profundidade todas estas forças, encontraremos o Qi em seu âmago. Isso está não apenas dentro dos parâmetros da metafísica chinesa como de acordo com a ciência ocidental.

Para os chineses, o Qi é a matriz de tudo, tudo é constituído pelo Qi e é ele que faz as ações ocorrerem. A própria vida se deve ao Qi, pois sem ele apenas existe a matéria morta. Vida é uma atuação dinâmica do Qi. Quando estudamos Feng Shui e relacionamos uma corrente de ar a um fluxo de Qi, estamos reafirmando essa relação pois o ar é Qi e seu movimento também é Qi. A essência verdadeira e profunda da água e do fogo é o Qi – eles são apenas suas manifestações. Isso é muito importante: tudo o que vemos, todas as forças da natureza, são manifestações do Qi. Assim, gravidade, calor, coriolis, ondas eletromagnéticas, eletricidade, são manifestações do Qi. Cientistas chineses detectaram, nos anos 1980, ondas infravermelhas sendo emitidas por um praticante de Qigong, pois essas ondas também são manifestações do Qi, embora não sejam ele em si. Aí temos um problema.

O Qi e a Ciência
A grande questão é que o Qi não é aceito pela ciência ocidental simplesmente porque não pode ser detectado ou quantificado. Poderia ser ao menos uma excepcional hipótese de trabalho para explicar vários fenômenos, mas o preconceito impede que isso aconteça.

A Teoria da Grande Unificação (TGU) é um exemplo. Trata-se de uma teoria que englobaria todas as interações naturais em um único modelo. Albert Einstein foi um dos primeiros a tentar através de sua Teoria dos Campos Unificados, que procuraria integrar as quatro forças naturais: força nuclear forte e fraca, eletromagnetismo e gravidade. Ele não conseguiu e passou a bola. Stephen Hawking, o conhecido físico teórico inglês, postulou essa conexão durante muito tempo, mas acabou acreditando em sua impossibilidade.

Entretanto a idéia está aí, como esteve há muitos milênios, pois tanto chineses quanto indianos sempre acreditaram nesse princípio único universal: o Qi ou Prana.

Vale lembrar que a chamada “matéria escura”, constituinte do Universo, era uma teoria científica viável, passou a mito desacreditado e voltou recentemente com força total, pois encontrou-se evidências de sua existência.

Conclusão
Quando vemos qualquer tipo de força ou energia na natureza, podemos ficar certos de estar na presença de um efeito do Qi, uma de suas manifestações. Se você quiser luz, você vai ligar o interruptor na parede, não é? A luz e o calor são manifestações da eletricidade, mas não a eletricidade em si. Você pode regular o brilho da luz e a intensidade do calor regulando a tensão e a corrente elétrica, da mesma forma que um acupunturista regula o Qi para devolver o equilíbrio e a saúde a um enfermo. Não lidamos diretamente com o calor e a luz, mas com eletricidade. Não lidamos diretamente com a doença, mas com o Qi.

Então procure não confundir causa com efeito. Quando se lida com o Qi, se lida com a essência básica do Universo e não meramente suas manifestações.





quinta-feira, 11 de novembro de 2010

New?

Nunca as coisas são como queremos.
Nunca os Sonhos se realizam como deveriam.
As vezes o Mundo nos abandonam,
As vezes nós abandonamos o Mundo.
Gostaria de apenas entender como tudo acontece,
Ou ver como tudo acontece sem entender.

Mas falta algo que não sei o que é?

Deja-vú?

Udinbak Sundegai!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Words are just dust in the deserts of Sound!

domingo, 7 de março de 2010

Ain - Chaos Primordial



Além do Bem e do Mal;
Acima e Abaixo de tudo e de TODOS!
Meu nome é Legião!
Eu sou UM e sou MUITOS.
Unido devo existir em Amor Próprio.
Não deixo ninguém deter o Poder, pois EU sou o Poder.
Não deixo Niguém reter isto de Nós.
Eu estou para todos os Deuses e Demonios.
Eu sou TODOS os Deuses e Demonios.
O meu nome?
Legião!!!!!!!!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Urillia




"Com a boca do chacal eu te chamo;
Das profundezas de Urillia eu te chamo;
De minha escuridão eu te chamo
Ia Azathoth! Ia Azathot! Ia Azathot!
Eu esmago o trapezoedro brilhante!
Qisdygym se aproxima!
Prenda-te a Morte!
Envolva Morte em tuas espirais!
Beba a vida de Morte!
Qisdygym, eu te ordeno!
Com a boca do chacal eu chamo!"

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Tu trembles, carcasse???



Très attiré par le métier des armes, il commença de bonne heure son apprentissage: il n'avait pas quinze ans lorsque sa mère, la duchesse de Bouillon, l'envoya en Hollande prendre des leçons de son oncle, Maurice de Nassau, l'un des fils de Guillaume le Taciturne.
Le jeune Turenne montra aussitôt ses belles qualités: sérieux, conscience, décision, bonté envers les soldats, et surtout une bravoure extraordinaire. Cette bravoure lui était naturelle et il l'estimait nécessaire pour entraîner la troupe.
Cependant, à l'approche du danger, il ne pouvait réprimer un frissonnement de tout son corps. On l'entendit encore à la fin de sa carrière, alors qu'il avait atteint les dignités les plus élevées, marmonner avec colère:

"Tu trembles, carcasse, mais tu trembleris bien davantage si tu savais où je vais te mener"

Voyge, voyage

Au dessus des vieux volcans,
Glisse des ailes sous les tapis du vent,
Voyage, voyage,
Eternellement.
De nuages en marécages,
De vent d'Espagne en pluie d'équateur,
Voyage, voyage,
Vole dans les hauteurs
Au dessus des capitales,
Des idées fatales,
Regarde l'océan...

Voyage, voyage
Plus loin que la nuit et le jour, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Dans l'espace inouï de l'amour.
Voyage, voyage
Sur l'eau sacrée d'un fleuve indien, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Et jamais ne revient.

Sur le Gange ou l'Amazone,
Chez les blacks, chez les sikhs, chez les jaunes,
Voyage, voyage
Dans tout le royaume.
Sur les dunes du Sahara,
Des iles Fidji au Fujiyama,
Voyage, voyage,
Ne t'arrêtes pas.
Au dessus des barbelés,
Des coeurs bombardés,
Regarde l'océan.

Voyage, voyage
Plus loin que la nuit et le jour, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Dans l'espace inouï de l'amour.
Voyage, voyage
Sur l'eau sacrée d'un fleuve indien, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Et jamais ne revient.

Au dessus des capitales,
Des idées fatales,
Regarde l'océan.

Voyage, voyage
Plus loin que la nuit et le jour, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Dans l'espace inouï de l'amour.
Voyage, voyage
Sur l'eau sacrée d'un fleuve indien, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Et jamais ne revient

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Crianças Selvagens Re-load!


Crianças Selvagens.

O insondável rastro de luz da lua cheia – meados de maio, meia-noite em alguma Cidade Paulista que começas com “S”, tão bidimensional que mal se pode dizer que possui uma geografia – o luar é tão urgente e tangível que é preciso fechar as cortinas para se poder pensar em palavras.
Nem pense em escrever para as Crianças Selvagens. Elas pensam em imagens – para elas a prosa é um código ainda não inteiramente digerido e sedimentado, assim como, para nós, ela nunca será totalmente confiável.
Você pode escrever sobre elas, para que outros, que tenham perdido o cordão de prata, possam nos compreender. Ou escrever para elas, fazendo das HISTÓRIA e do EMBLEMA um processo de sedução de suas próprias memórias paleolíticas, uma bárbara tentação para a liberdade (o caos na compreensão do próprio CHAOS).
Para essa espécie do outro mundo, ou “terceiro sexo”, les enfants sauvages, ilusão e Imaginação ainda são indissociáveis. JOGO licencioso: de uma só vez e ao mesmo tempo a fonte de nossa Arte e de todo o mais precioso Eros da raça.
Abraçar a desordem como fonte de estilo e como armazém de volúpia, um fundamento de nossa civilização alienígena e oculta, nossa estética conspiratória, nossa espionagem lunática – essa é a ação (reconheçamos) de um certo tipo de artista ou de uma criança de 10 ou 13 anos.

As crianças, denunciadas por seus próprios sentidos purificados, pela brilhante feitiçaria de uma prazer belo, espelham algo de fatal e obsceno na própria natureza da realidade: anarquistas ontológicos naturais, anjos do caos – seus gestos e cheiros emanam para seu entorno uma selva de presença, uma floresta de presságios repleta de cobras, armas ninja, tartarugas, xamanismo futurístico, confusão incrível, urina, fantasmas, luz do sol, ejaculações, ninhos e ovos de pássaros – agressão cheia de alegria contra os crescentes gemidos daquelas Regiões Inferiores incapazes de englobar tanto epifanias destruidoras quanto a criação , como farsa frágil, mas afiadas o bastante para contar o luar.
No entanto, os habitantes dessas insignificantes províncias inferiores acreditam que realmente controlam os destinos das Crianças Selvagens – e aqui embaixo, tais crenças viciadas moldam, de fato, a maior parte da substância da casualidade.
Os únicos que realmente desejam compartilhar o destino travesso dos fugitivos selvagens ou crianças guerrilheiras (em vez de tentar controlá-lo), os únicos, artistas, anarquistas, pervertidos, heréticos, um bando à parte (distantes um do outro e do mundo), ou capazes de se encontrar apenas como as crianças selvagens se encontram, trocando olhares secretos à mesa de jantar enquanto os adultos tagarelam por detrás de suas máscaras.
Jovens demais para helicópteros de guerra – fracassados na escola, dançarinos de break, poetas púberes de vilarejos à beira da estrada – um milhão de centelhas caindo em cascata dos ro jões de Rimbaud e Mogli – frágeis terroristas cujas bombas espalhafatosas são amor polimorfo e preciosos fragmentos compactados de cultura popular – franco-atiradores punks sonhando em furar as orelhas, ciclistas animistas deslizando no crepúsculo cor de estanho pelas ruas com flores acidentais nos bairros mais miseráveis – mergulhadores ciganos nus fora de temporada, ladrões sorridentes, de olhar enviesado, de totens poderosos, troco pequeno e navalhas de pantera – estão em todos os lugares, nós os vemos – publicamos esta oferta para trocar a corrupção do nosso próprio lux et gaudium por sua perfeita e gentil imundície.
Compreenda: nossa realização , nossa libertação depende da deles – não porque imitamos a Família, estes “avaros do amor” que mantêm reféns para um futuro banal, ou Estado, que nos ensina a afundar num horizonte de eventos de enfadonha “utilidade” – não – mas porque nós e eles, os selvagens, somos o espelho um do outro, unidos e limitados por aquele cordão de prata que define as fronteiras entre a sensualidade, a transgressão e a revelação .

Nós temos os mesmos inimigos e nossos meios para o escapa triunfal também são os mesmos: um jogo delirante e obsessivo, energizado pelo brilho espectral dos Lobos & suas Crias.