domingo, 29 de maio de 2016

Você me conhecerá como Melek Taus!



“Não diga o meu nome secreto!

Eu Era, Eu Sou e não Terei fim. Você me conhecerá como Melek Taus “


O Culto Yézidi (Yézidismo)


A religião Yézidi se baseia em dois livros, que se complementam: O primeiro é o “Kitâb Al-Jilwah” (Livro das Revelações) e o segundo é o “Mashâf Res” (O Livro Negro – assim nomeado por ter sido revelado quando Melek Taus desceu até a “Montanha Negra” para entregá-lo).


O Kitâb Al-Jiwah é dividido em cinco capítulos, precedidos de uma introdução curta. Esta introdução é narrada por Seih, que diz ter existido com Melek Taus antes da criação do mundo, e que foi mandado por Ta’us para instruir os Yezidis na “verdade”. O primeiro capítulo narra a onipotência e onipresença de Deus. O segundo afirma que Deus possui poder para recompensar e punir. No terceiro, ele diz possuir os tesouros da terra. No quarto, ele avisa contra a idolatria das outras religiões. E por fim, no quinto, os Yezidis são comandados a manter suas tradições, crenças e obedecer aos servos de Ta’us que os doutrinarem nestes ensinamentos.


Já o Mashâf Res não se divide em capítulos, mas narra diretamente os sete dias da criação. Após isso, a cada dia passado, Deus cria um Anjo/Rei, um “Melek”, sendo o primeiro a ser criado, Melek Ta’us, é o chefe e mais poderoso de todos. Visivelmente associado ao conceito de Lúcifer-Samael nos mitos Judaicos e Cristãos e Íblis, o Djinn dos Islamistas e Angra Mainyu dos Persas/Zoroastras. Mas ao contrário de seus arquétipos sincréticos, Melek Ta’us não trai Deus para os Yezidis. E tal adoração ao Anjo-Pavão os torna associados ao Demônio por seus vizinhos e fortemente discriminados sob a imagem de Satanistas – embora conceitualmente falando eles sejam “opositores” aos idolátras (embora tolerantes), podemos considerá-los adoradores de Lúcifer sob a máscara do pavão. O livro também narra a queda de Adão e Eva; o dilúvio, a vinda do profeta Yezid bn Mu’awiya e a chegada dos Melek para construirem o reino dos Yezidis.


Dentro do culto, há uma hierarquia básica: O Seih é o líder espiritual, identificado pelo cinto e pelas luvas de “rede”. A ele são prestadas reverências, pois ele tem contato direto com Melek Ta’us. Em seguida há o Emir, descendentes diretos de Yezid, fundador da religião. Assim, tem certo poder religioso e autoridade governamental. Os Kawwâl são os responsáveis pelas músicas nos ritos, com flautas e tambores. Os Pîr são os responsáveis pelos alimentos sagrados e pelas vestimentas. Os Kôchak são os sacerdotes propriamente ditos. Os Fâkir são responsáveis por instruir as crianças na música sacra e por realizar danças nos cultos. E por fim os Mulla são os catequistas, que doutrinam as crianças na fé.


Os sete anjos dos Yezidi são: Darda’il; Israfil; Mika’il; Gibra’il; Shimna’il; Nura’il; e Azra’il – que é Melek Ta’us, o Senhor de todos.


É Melek Tau’us que trará a revelação de Deus e um novo livro sagrado para o profeta Yezidi, para que ele espalhe a palavra pelo mundo. Ele é o Senhor de toda criação, por ter estado ao lado de Deus quando este criou o mundo. Seu símbolo é o ‘sanjak’ (ilustração aqui no post) e seu dia é o Domingo. Ele não “foi expulso do céu”, mas permaneceu ao lado da humanidade, mesmo após sua queda, sendo o regente do mundo e desejando a Evolução do Ser. Diz-se que os Yezidis não creem em inferno, pois ao ver o sofrimento do homem, Melek Ta’us chorou por sete anos, guardando suas lágrimas em um pote, o qual ele utilizou para extinguir o fogo do local, deixando o abismo desabitado.


Não se reza para Deus ou Melek. Oração não é obrigatório. Música, dança e a fé em Melek Ta’us já são o suficiente, bem como seus costumes.


Nos dias atuais, os Yezidis ainda aguardam a vinda de Melek Ta’us e dizem que sendo o Senhor da Terra, ele está presente em tudo e em todas as pessoas e elementos. Portanto, em situações de dificuldades, basta clamar com fé por ele, para que ele se manifeste e auxilie, seja quem for que o trate com devoção e respeito.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

A mediunidade focada para o desenvolvimento científico



Dois Iugoslavos, dos dois lados do grande oceano atlântico, mantinham uma numerosa correspondência, confiscada a posterior, sobre a construção de uma nave antigravitacional. Nikola Tesla trabalhava em Nova York, como um pesquisador e inventor, um homem de uma capacidade científica fora de seu tempo. Maria Orsic era uma jovem médium vinda da Sapiens Dominabitur Astris, ou Golden Dawn Original, para a Sociedade Vril, na Alemanha do Terceiro Reich. Tesla faleceu em 1943 e Maria Orsic desapareceu, sem deixar vestígios, em 1945. Ambos eram de procedência iugoslava, adoravam os animais, eram vegetarianos, não terminaram os estudos universitários, solteiros, sem filhos ou relacionamentos conhecidos. Outro ponto a ser observado, era a mediunidade. Maria Orsic explorava os estados expandidos de consciência, para os quais, entrava em estado mediúnico, com ausência de consciência. Já Tesla, com total consciência, via os projetos na sua frente, como se estivessem desenhados em papel. Isso explica a falta de projetos documentados, o que dificultava a equipe que, por vezes o auxiliava. Ele dizia que não precisava do projeto, pois tudo estava gravado em sua mente.
Maria era uma professora de idiomas e ballet em Berlin. No dia 10 de Janeiro de 1917, caiu em transe, uma espécie de estado alterado de consciência, mais corretamente descrito, como estado expandido de consciência, assim ficando por várias horas. Desta forma, recebeu instruções para nada revelar, a não ser a outras igualmente médiuns chamadas Traute, Gudrum, Sigrun e Heike. sigrun2Oito dias depois, ela voltou a receber comunicações e diversas revelações de natureza metafísica, sobre o universo, a origem da raça humana, Atlantis, Lemúria e outros mundos, destacando-se um grande volume de dados técnicos detalhados.
O pai de Maria procurou a ajuda do Dr. Winfried Otto Schumann, ao qual mostrou os desenhos, gráficos, fórmulas e textos feitos pela filha, deixando o Dr. Schumann extasiado pela complexa tecnologia que tinha a sua frente. Além destes pontos em comum, ambos foram constantemente e estreitamente vigiados por agências militares e de inteligência. Se estas agências de segurança tratavam com imenso sigilo as descobertas no campo eletromagnético que Tesla e Maria faziam, cada qual em seu pais sede, o tratamento sigiloso de suas correspondências era ainda maior. Eles trocavam informações quanto ao uso de seu conhecimento e descobertas no campo do eletromagnetismo, em prol da construção de uma nave voadora antigravidade. Estes eram os assuntos discutidos entre estas duas grandes mentes. Fruto desta ampla correspondência, Tesla e Orsic desenvolveram suas teorias de controle da gravidade, chegando a um consenso quanto a ela. Embora muitas destas discussões, invenções, projetos e patentes, tenham sido destruídas, ou talvez, ainda estão trancadas em um bunker militar, é amplamente conhecido que Tesla tinha pesquisas sobre o controle da gravidade.
Tal e qual Maria Orsic, Nikola Tesla tinha o projeto de usar a propulsão anti-gravidade em uma nave. Ele ficou intrigado com estes fenômenos, e sendo o verdadeiro cientista que era, investigou e escreveu sobre sua própria teoria da gravidade. Ele refutou a teoria de Einstein sobre a curvatura do espaço-tempo e reconhecia apenas a existência de um campo de força (Vril) o qual pode explicar os movimentos dos corpos, como observado, assim, novamente concordando com os dados canalizados por Maria Orsic. Ao longo dos anos 60 e a posterior, através do trabalho dos principais pesquisadores de anti-gravidade, como o professor John Searl , e John Hutchinson , agora sabemos que o que Tesla e Maria Orsic estavam dizendo, há quase 100 anos, sobre o éter (Vril) e a natureza da gravidade, é verdade.
Na Alemanha nazista houveram duas linhas diferenciadas na construção de naves voadoras anti-gravidade. A primeira era liderada por cientistas alemães e austríacos que trabalhavam em sistemas de propulsão baseados em dados científicos que rapidamente passaram ao domínio da SS. O segundo projeto era especialmente liderado por Maria Orsic e Dr. Otto Schumann, baseados nos dados canalizados pelas médiuns da Sociedade Vril, as quais declaravam pertencer a uma civilização que habitava um planeta chamado Ashtari, da órbita da estrela alfa da Constelação do Touro, Aldebarã. Ela recebia os dados em uma língua muito antiga, anterior a Suméria, mais próxima a acadiana. O grupo central da Sociedade Vril e seus integrantes, trabalhava exclusivamente com foco de transformar as mensagens mediúnicas em ciência aplicável, empregando as informações assim obtidas, de forma a desenvolver e gerar grandes avanços tecnológicos, incluindo a manipulação da energia vril, utilizada para propulsão das naves Haunebus, obtida através do vórtice eletromagnético gerado pelo plasma energético proveniente da ionização de mercúrio. Esta tecnologia foi ampliada em projetos como as naves Haunebus, Haunebu-Vril e o Top Secret projeto Sino ou Die Glocke , em alemão. Em contrapartida, Nikola Tesla fazia anotações, em Sânscrito, dos dados recebidos de civilizações extraterrestres que estavam em guerra e por conta disso, recebeu a inspiração para a construção do projeto intitulado “raio da morte” ou como é mais conhecido, o “Tesla Death Ray”, o qual teria poder suficiente para destruir naves extraterrestres.
É deste conhecimento que o governo secreto da Terra, fazendo alterações no projeto, desenvolveu o perigoso HAARP (High Frequence Active Auroral Research Program) uma arma para o controle das condições climáticas, incluso tendo o poder de gerar terremotos e furacões, além de alterar a mente dos seres humanos e dos animais. O que havia sido pensado para nossa proteção, foi transformado em uma arma contra a humanidade. Quando Nikola Tesla morreu em Nova York, seu sobrinho Sava Kosanovic estava na cidade. Sava era um oficial iugoslavo, vigiado pelo FBI por suspeita de ter conexões com os comunistas russos (pelo menos essa era a alegação para poder segui-lo, o que por conseguinte, tinham Tesla amplamente vigiado). Ao chegar ao quarto onde estava o seu tio falecido, no Hotel New Yorker, Sava já não encontrou os arquivos de seu tio, havendo sido, por completo, removidos dos dois quartos que ocupava. Segundo versões, uma luta entre espiões da KGB e do FBI ocorreu, na tentativa de possessão destes arquivos, os quais desapareceram por completo.
Pressionados pelo governo, o FBI foi obrigado a retirar todas as menções a Maria Orsic, as naves espaciais e a teoria anti-gravitacional, sendo este o motivo pelo qual, Tesla tornou-se conhecido, apenas por uma parte de suas descobertas.
vril 7A construção das naves Vril:
Arrecadando fundos obtidos por financiadores ricos alemães, em março de 1922, o primeiro protótipo de uma máquina voadora foi finalizado. Entretanto, uma parte da nave se desintegrou e outra parte explodiu. Três dias depois, Maria Orsic recebeu nova informação, transmitida pelos seus mensageiros de Aldebarã, entregando os novos dados ao Prof. Schumann. Este protótipo de nave, deveria ser pilotada mentalmente da terra, por Maria, utilizando-se uma fita magnética presa a cabeça. Vale ressaltar que, aparentemente, este mesmo tipo de fita magnética foi encontrada nos destroços da nave, referida ao acidente de Rosswell, em 1947.
Em 1923 um novo modelo foi testado, com sucesso. A nave voou por 55 minutos, entretanto, ao regressar, parecia ter envelhecido 100 anos. Maria esclareceu que, quando um objeto entra em uma dimensão diferente, suas propriedades são completamente modificadas.
Maria Orsic e seu grupo de médiuns, formaram o coração da Sociedade Vril, fornecendo todos os dados científicos para um grande grupo de pesquisadores e cientistas que, deveriam traduzir, tanto linguisticamente, quanto cientificamente, levando dos protótipos a prática da mais avançada engenharia. Desta forma surgiram os Haunebus e Naves Vril, possíveis de serem pilotadas por pessoas. Entre 1942-1943, devido ao andamento da guerra, chegou a solicitação de construírem versões equipadas com canhões, incluso com o raio da morte de Tesla, projeto para o qual, Maria Orsic se negou. Entretanto, uma equipe de engenheiros fez as alterações necessárias para que os modelos fossem usados para tal finalidade.
Segundo informações, com a derrota nazista eminente, em 18 de março de 1945, Maria Orsic e suas médiuns embarcaram em uma destas naves, localizada em Munich, com destino desconhecido. Entretanto, é possível que tenham se dirigido a uma base secreta na América do Sul ou até a New Swabia, base alemã construída dentro das montanhas da região das Terras da Rainha Maud, na Antarctica.
A importância primordial da visão de Maria Orsic e suas mensagens, não unicamente reside na construção de naves voadoras, os Haunebus, mas sim na revelação e comprovação da existência de inteligências superiores(extraterrestres) que nos criaram e modificaram geneticamente, os quais, nos primórdios de nossa história, viveram conosco, sendo os deuses míticos que assim consideramos. As revelações físicas e metafísicas feitas, por ela e seu grupo de médiuns, são mais importantes e grandiosas do que os arquivos sobre as tecnologias que proveram, os quais ficaram arquivados e mantidos a sete chaves, pelas forças-aliadas, após a invasão de Berlim, devido a conterem dados que gerariam avançados indesejados, como o da energia livre de ponto zero, substituindo o petróleo, quase que de imediato.
Referências do texto:
Maximillien de Lafayette , “New, Maria Orsic, Nikola Tesla Their Extraterrestrial Messages, The Occult and UFOS”, Vol. 1 e Vol 2. Joseph P. Farrell, “The SS Brotherhood of The Bell”. Jim Mars, “The Rise of The Fourth Reich”

sábado, 6 de fevereiro de 2016

O ego patológico


Considerando a palavra “patológico” no seu sentido mais amplo, podemos dizer que o ego em si é patológico, não importa que formas assuma. Quando observamos a raiz desse termo no grego antigo, vemos quanto é apropriado aplicá-lo ao ego . Embora costume ser usado para explicar uma condição de doença, ele deriva de “pathos”, que significa sofrimento. Isso é claro, foi o que Buda descobriu 2600 anos atrás como uma característica de condição humana. Uma pessoa dominada pele ego, contudo, não reconhece o sofrimento como sofrimento - ela considera a única resposta adequada em qualquer tipo de situação. O ego, na sua cegueira, é incapaz de ver a dor que infringe a si mesmo e aos outros. A infelicidade é uma doença “mental-emocional” que atingiu proporções epidêmicas. É o equivalentes subjetivo da poluição ambiental no planeta. Estados negativos, com raiva, a ansiedade, rancor, ressentimento, descontentamento, inveja, ciúmes, entre outros, não costumam ser vistas como negativos e sim como condições totalmente justificadas. Além disso, a compreensão errônea de que eles não são criados pela própria pessoa, mas por alguém ou por um fato externo. “Eu considero responsável pela minha dor”. Isso é o que o ego deixa subentendido.
O Ego não consegue distinguir entre uma situação e sua interpretação de uma reação a essa situação. Podemos dizer “Que dia horrível!” sem atentarmos para o fato de que o frio, o vento e a chuva ou qualquer elemento ao qual estejamos reagiram não são horríveis. Eles são como são. O que é horrível é a nossa relação, à resistência subjetiva a eles e a emoção que é criada por essa resistência. Nas palavras de Shakespeare: “Nada existe de bom nem mau, o pensamento é o que o torna assim.” Mais do que isso, o ego sempre interpreta mal sofrimento como um prazer porque, até determinado ponto ele se fortalecem por meio deste estado negativo.
Por exemplo, a raiva e o ressentimento exacerbam o ego, aumentando a sensação de separação, enfatizando a diferença em relação aos outros e criando a postura “estou coberto de razão”, que mais parece uma fortaleza inexpugnável. Se fôssemos capazes de observar as mudanças psicológicas que acontecem dentro do nosso corpo quando somos dominados por essas disposições negativas, caso pudéssemos ver de que modo elas prejudicam o funcionamento do coração e dos sistemas digestivos e imunológicos, além de muitas outras funções corporais, ficaria óbvios que esse estados são de fatos patológicos, Isto é, são formas de sofrimento, e não de prazer.
Sempre que nos encontramos esse tipo de condição, há algo em nós que deseja o negativismo, que o percebe como prazeroso ou que acredita que ele nos dará o que desejamos. De outra maneira, quem Gostaria de Tornar a si mesmo e aos outros infelizes e causar doenças ao próprio corpo? Portanto, sempre que o negativismo surgir e fomos capazes de estar conscientes de que existe algo em nós que sente prazer nele ou acredita que ele tem um propósito útil, estaremos nos tornamos conscientes do ego diretamente. É nesse momento que nossa identidade se transfere do Ego para consciência. Isso quer dizer que o ego está se encolhendo, enquanto a consciência se expandido.
Se em meio ao negativismo conseguimos compreender a ideia de que naquele instante estamos causando sofrimento a nós mesmos, isso será suficiente para nos colocar acima das limitações das reações e dos estados egóicos condicionados. Isso mostrará as infinitas possibilidades que se abrem para nós quando a consciência está presente - maneiras diferentes e muitos mais inteligentes de enfrentarmos qualquer situação. Assim que reconhecemos nossa infelicidade como algo não inteligente, nos libertamos dela. O negativismo é destituído de inteligência. Ele é sempre uma criação do ego, que pode ser esperto, mas não é inteligente. A esperteza persegue objetivos próprios e pequenas. A inteligência vê o conjunto maior em que todas as coisas estão interligadas. A esperteza é motivada pela interesse pessoal e é extremamente imediatista. Em sua maioria, os políticos e os profissionais do mundo dos negócios são espertos. Muitos poucos são inteligentes. Tudo o que é o cansado por meio da esperteza tem vida curta e sempre resulta numa derrota pessoal. A esperteza divide, em quanto a inteligência inclui.
Trecho retirado do livro – Novo Mundo O Despertar de uma nova consciência – de Eckhart Tolle

Retorno ao Chaos

Por muito tempo fiquei perdido em minhas emoções. O bom de estar perdido é que você pode se encontrar.
"Não há transformação, nem revolução, nem luta, nem caminho; já és o monarca de tua própria pele — tua liberdade inviolável espera para ser completada apenas pelo amor de outros monarcas: uma política de sonho, urgente como o azul do céu."

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

.'.

Enquanto isso, no Delta Sul de Saturno: Toda a tribo de Crianças Vodu permanecia em silêncio, contemplando a intrincada dança dos Anéis. Não lembravam há quanto tempo estavam sentados ali; não tinham memória além de vinte e três segundos no futuro. Sem que nenhum sinal específico surgisse em meio à tribo, o garoto que seria um dia conhecido como !O desviou o olhar dos Anéis e afirmou, com a voz firme que não sabia possuir: "Há realidade"...

... Realidade... Pedaços de idéias que flutuam pedindo para serem pescadas, conceitos fluindo para si mesmos como uma espiral de Moëbius, sempre retornando, sempre diferentes. Artaud louco dançando um tango com Blake que lhe caga nos pés. Visões imensíssimas de videiras onde Dionísio se esconde em meio a um cortejo de mênades que devoram coxas peludas de faunos fedorentos. Dedos com unhas pontiagudas brincando com uma massinha de modelar que respira. Sangue, o de sempre, com cheiro de alho e gosto da banha de leitões gordinhos que mortos mastigam maçãs. A experiência psicodélica nos afugenta de nós mesmos - ou do que achamos que somos. Criar divindades nos afasta da idéia de Deus. Foder como loucos nos afugenta da morte. Dormir com a barriga roncando nos afugenta da vida. Saber que o absoluto é algo nos aproxima de algo. Gatos, quando deitam sobre algo, parecem sempre escolher a posição que mais nos deleitará os olhos, simetria absoluta disfarçada de felina empáfia. Cães, quando muito, se esparramam com graça. Uma certa noite Jim Morrison talvez sinta a cabeça explodir e disto surgiria o futuro. No mesmo momento - existe o Tempo? - Rimbaud grita "merda!" para qualquer um na rua, enquanto deseja cicatrizes lhe cobrindo o corpo como escamas. Nietzsche sifilítico abraçado ao pescoço de um cavalo tropeçará em Poe, que na sarjeta agonizava em meio a um delirium tremens. Jimi Hendrix nada falou. De todas as certezas, nada é melhor que conhecer a profunda liberdade que assola os mendigos. Um bocejo. Sim, é verdade, não coce a cabeça, é mesmo uma espiral, mas sempre há sentido - é só olhar de perto.

Aquele que um dia seria !O sorriu, pediu licença e foi beijar o céu.

Eu mesmo!


"Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:- E daí? Eu adoro voar!Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesmo, mas com certeza não serei o mesmo pra sempre... "

sábado, 28 de julho de 2012

Bhrama, Krishina & Shiva!

Dholkey!!!!!!!!!!! Faz quase um ano que ela se foi. Esta foto foi tirada a 4 dias antes de ela ir... Foi difícil, quase impossível, mas aceitei a sua partida rumo ao infinito. Ela estará sempre dentro de mim, como mãe, como exemplo e como Chaos! Para frente em rumo ao centro do Chaos como uma criança selvagem, assim como me ensinou. Udinbak Sundegai!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Quão feliz

Quão feliz é o destino de um inocente sem culpa. O mundo em esquecimento pelo mundo esquecido. Brilho eterno de uma mente sem lembranças onde cada dor é aceita e cada desejo renunciado.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A Natureza do Qi.




Forças da Natureza
Para alegar uma possível alteração nas referências dos sistemas chineses, eles afirmam que no hemisfério sul a força de coriolis faz com que as massas de ar, os furacões e a água nos ralos tendem a girar no sentido horário e no hemisfério norte seja o oposto. Também existiriam mudanças nas estações do ano, etc...

Mas o que tudo isso tem a ver com nosso texto? Bem, as alegações sempre levam em conta forças da natureza como ventos, estações do ano, coriolis, latitudes quentes e frias. Mas o problema é que estas forças da natureza não são o Qi. O Qi é algo muito mais sutil que uma rajada de vento.

Forças da Natureza, como mencionado, são EFEITOS do Qi. Logo, o Qi é a CAUSA primordial deles e não podemos confundir causa e efeito. Veja que estamos utilizando uma argumentação ocidental, científica. Causa e efeito é um dos pilares da ciência.

Mais Profundamente
Se formos examinar com muito mais profundidade todas estas forças, encontraremos o Qi em seu âmago. Isso está não apenas dentro dos parâmetros da metafísica chinesa como de acordo com a ciência ocidental.

Para os chineses, o Qi é a matriz de tudo, tudo é constituído pelo Qi e é ele que faz as ações ocorrerem. A própria vida se deve ao Qi, pois sem ele apenas existe a matéria morta. Vida é uma atuação dinâmica do Qi. Quando estudamos Feng Shui e relacionamos uma corrente de ar a um fluxo de Qi, estamos reafirmando essa relação pois o ar é Qi e seu movimento também é Qi. A essência verdadeira e profunda da água e do fogo é o Qi – eles são apenas suas manifestações. Isso é muito importante: tudo o que vemos, todas as forças da natureza, são manifestações do Qi. Assim, gravidade, calor, coriolis, ondas eletromagnéticas, eletricidade, são manifestações do Qi. Cientistas chineses detectaram, nos anos 1980, ondas infravermelhas sendo emitidas por um praticante de Qigong, pois essas ondas também são manifestações do Qi, embora não sejam ele em si. Aí temos um problema.

O Qi e a Ciência
A grande questão é que o Qi não é aceito pela ciência ocidental simplesmente porque não pode ser detectado ou quantificado. Poderia ser ao menos uma excepcional hipótese de trabalho para explicar vários fenômenos, mas o preconceito impede que isso aconteça.

A Teoria da Grande Unificação (TGU) é um exemplo. Trata-se de uma teoria que englobaria todas as interações naturais em um único modelo. Albert Einstein foi um dos primeiros a tentar através de sua Teoria dos Campos Unificados, que procuraria integrar as quatro forças naturais: força nuclear forte e fraca, eletromagnetismo e gravidade. Ele não conseguiu e passou a bola. Stephen Hawking, o conhecido físico teórico inglês, postulou essa conexão durante muito tempo, mas acabou acreditando em sua impossibilidade.

Entretanto a idéia está aí, como esteve há muitos milênios, pois tanto chineses quanto indianos sempre acreditaram nesse princípio único universal: o Qi ou Prana.

Vale lembrar que a chamada “matéria escura”, constituinte do Universo, era uma teoria científica viável, passou a mito desacreditado e voltou recentemente com força total, pois encontrou-se evidências de sua existência.

Conclusão
Quando vemos qualquer tipo de força ou energia na natureza, podemos ficar certos de estar na presença de um efeito do Qi, uma de suas manifestações. Se você quiser luz, você vai ligar o interruptor na parede, não é? A luz e o calor são manifestações da eletricidade, mas não a eletricidade em si. Você pode regular o brilho da luz e a intensidade do calor regulando a tensão e a corrente elétrica, da mesma forma que um acupunturista regula o Qi para devolver o equilíbrio e a saúde a um enfermo. Não lidamos diretamente com o calor e a luz, mas com eletricidade. Não lidamos diretamente com a doença, mas com o Qi.

Então procure não confundir causa com efeito. Quando se lida com o Qi, se lida com a essência básica do Universo e não meramente suas manifestações.





quinta-feira, 11 de novembro de 2010

New?

Nunca as coisas são como queremos.
Nunca os Sonhos se realizam como deveriam.
As vezes o Mundo nos abandonam,
As vezes nós abandonamos o Mundo.
Gostaria de apenas entender como tudo acontece,
Ou ver como tudo acontece sem entender.

Mas falta algo que não sei o que é?

Deja-vú?

Udinbak Sundegai!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Words are just dust in the deserts of Sound!

domingo, 7 de março de 2010

Ain - Chaos Primordial



Além do Bem e do Mal;
Acima e Abaixo de tudo e de TODOS!
Meu nome é Legião!
Eu sou UM e sou MUITOS.
Unido devo existir em Amor Próprio.
Não deixo ninguém deter o Poder, pois EU sou o Poder.
Não deixo Niguém reter isto de Nós.
Eu estou para todos os Deuses e Demonios.
Eu sou TODOS os Deuses e Demonios.
O meu nome?
Legião!!!!!!!!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Urillia




"Com a boca do chacal eu te chamo;
Das profundezas de Urillia eu te chamo;
De minha escuridão eu te chamo
Ia Azathoth! Ia Azathot! Ia Azathot!
Eu esmago o trapezoedro brilhante!
Qisdygym se aproxima!
Prenda-te a Morte!
Envolva Morte em tuas espirais!
Beba a vida de Morte!
Qisdygym, eu te ordeno!
Com a boca do chacal eu chamo!"

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Tu trembles, carcasse???



Très attiré par le métier des armes, il commença de bonne heure son apprentissage: il n'avait pas quinze ans lorsque sa mère, la duchesse de Bouillon, l'envoya en Hollande prendre des leçons de son oncle, Maurice de Nassau, l'un des fils de Guillaume le Taciturne.
Le jeune Turenne montra aussitôt ses belles qualités: sérieux, conscience, décision, bonté envers les soldats, et surtout une bravoure extraordinaire. Cette bravoure lui était naturelle et il l'estimait nécessaire pour entraîner la troupe.
Cependant, à l'approche du danger, il ne pouvait réprimer un frissonnement de tout son corps. On l'entendit encore à la fin de sa carrière, alors qu'il avait atteint les dignités les plus élevées, marmonner avec colère:

"Tu trembles, carcasse, mais tu trembleris bien davantage si tu savais où je vais te mener"

Voyge, voyage

Au dessus des vieux volcans,
Glisse des ailes sous les tapis du vent,
Voyage, voyage,
Eternellement.
De nuages en marécages,
De vent d'Espagne en pluie d'équateur,
Voyage, voyage,
Vole dans les hauteurs
Au dessus des capitales,
Des idées fatales,
Regarde l'océan...

Voyage, voyage
Plus loin que la nuit et le jour, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Dans l'espace inouï de l'amour.
Voyage, voyage
Sur l'eau sacrée d'un fleuve indien, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Et jamais ne revient.

Sur le Gange ou l'Amazone,
Chez les blacks, chez les sikhs, chez les jaunes,
Voyage, voyage
Dans tout le royaume.
Sur les dunes du Sahara,
Des iles Fidji au Fujiyama,
Voyage, voyage,
Ne t'arrêtes pas.
Au dessus des barbelés,
Des coeurs bombardés,
Regarde l'océan.

Voyage, voyage
Plus loin que la nuit et le jour, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Dans l'espace inouï de l'amour.
Voyage, voyage
Sur l'eau sacrée d'un fleuve indien, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Et jamais ne revient.

Au dessus des capitales,
Des idées fatales,
Regarde l'océan.

Voyage, voyage
Plus loin que la nuit et le jour, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Dans l'espace inouï de l'amour.
Voyage, voyage
Sur l'eau sacrée d'un fleuve indien, (voyage voyage)
Voyage (voyage)
Et jamais ne revient

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Crianças Selvagens Re-load!


Crianças Selvagens.

O insondável rastro de luz da lua cheia – meados de maio, meia-noite em alguma Cidade Paulista que começas com “S”, tão bidimensional que mal se pode dizer que possui uma geografia – o luar é tão urgente e tangível que é preciso fechar as cortinas para se poder pensar em palavras.
Nem pense em escrever para as Crianças Selvagens. Elas pensam em imagens – para elas a prosa é um código ainda não inteiramente digerido e sedimentado, assim como, para nós, ela nunca será totalmente confiável.
Você pode escrever sobre elas, para que outros, que tenham perdido o cordão de prata, possam nos compreender. Ou escrever para elas, fazendo das HISTÓRIA e do EMBLEMA um processo de sedução de suas próprias memórias paleolíticas, uma bárbara tentação para a liberdade (o caos na compreensão do próprio CHAOS).
Para essa espécie do outro mundo, ou “terceiro sexo”, les enfants sauvages, ilusão e Imaginação ainda são indissociáveis. JOGO licencioso: de uma só vez e ao mesmo tempo a fonte de nossa Arte e de todo o mais precioso Eros da raça.
Abraçar a desordem como fonte de estilo e como armazém de volúpia, um fundamento de nossa civilização alienígena e oculta, nossa estética conspiratória, nossa espionagem lunática – essa é a ação (reconheçamos) de um certo tipo de artista ou de uma criança de 10 ou 13 anos.

As crianças, denunciadas por seus próprios sentidos purificados, pela brilhante feitiçaria de uma prazer belo, espelham algo de fatal e obsceno na própria natureza da realidade: anarquistas ontológicos naturais, anjos do caos – seus gestos e cheiros emanam para seu entorno uma selva de presença, uma floresta de presságios repleta de cobras, armas ninja, tartarugas, xamanismo futurístico, confusão incrível, urina, fantasmas, luz do sol, ejaculações, ninhos e ovos de pássaros – agressão cheia de alegria contra os crescentes gemidos daquelas Regiões Inferiores incapazes de englobar tanto epifanias destruidoras quanto a criação , como farsa frágil, mas afiadas o bastante para contar o luar.
No entanto, os habitantes dessas insignificantes províncias inferiores acreditam que realmente controlam os destinos das Crianças Selvagens – e aqui embaixo, tais crenças viciadas moldam, de fato, a maior parte da substância da casualidade.
Os únicos que realmente desejam compartilhar o destino travesso dos fugitivos selvagens ou crianças guerrilheiras (em vez de tentar controlá-lo), os únicos, artistas, anarquistas, pervertidos, heréticos, um bando à parte (distantes um do outro e do mundo), ou capazes de se encontrar apenas como as crianças selvagens se encontram, trocando olhares secretos à mesa de jantar enquanto os adultos tagarelam por detrás de suas máscaras.
Jovens demais para helicópteros de guerra – fracassados na escola, dançarinos de break, poetas púberes de vilarejos à beira da estrada – um milhão de centelhas caindo em cascata dos ro jões de Rimbaud e Mogli – frágeis terroristas cujas bombas espalhafatosas são amor polimorfo e preciosos fragmentos compactados de cultura popular – franco-atiradores punks sonhando em furar as orelhas, ciclistas animistas deslizando no crepúsculo cor de estanho pelas ruas com flores acidentais nos bairros mais miseráveis – mergulhadores ciganos nus fora de temporada, ladrões sorridentes, de olhar enviesado, de totens poderosos, troco pequeno e navalhas de pantera – estão em todos os lugares, nós os vemos – publicamos esta oferta para trocar a corrupção do nosso próprio lux et gaudium por sua perfeita e gentil imundície.
Compreenda: nossa realização , nossa libertação depende da deles – não porque imitamos a Família, estes “avaros do amor” que mantêm reféns para um futuro banal, ou Estado, que nos ensina a afundar num horizonte de eventos de enfadonha “utilidade” – não – mas porque nós e eles, os selvagens, somos o espelho um do outro, unidos e limitados por aquele cordão de prata que define as fronteiras entre a sensualidade, a transgressão e a revelação .

Nós temos os mesmos inimigos e nossos meios para o escapa triunfal também são os mesmos: um jogo delirante e obsessivo, energizado pelo brilho espectral dos Lobos & suas Crias.

sábado, 24 de outubro de 2009

Elena



Rasterjany lica. Rasstajali v proshlom.
As pessoas perdidas têm um caminho no passado
Obratno granicy projti nevozmozhno.
Os limite para passá-las são impossíveis
I vysohli slezy, a znaesh' kak bylo...
Igualmente as cicatrizes secaram e sabemos, como era
Pogasli vse zvezdy i solnce ostylo.
As estrelas e o sol resfriaram abaixo
Ja znaju, ty znaesh'. Ja znaju, ty slyshish'.
Eu sei, você sabe que eu sei, você me ouve
Real'nost' zhestoka. My zhivy. My dyshim.
A realidade é severa - nós estamos vivos.Nós respiramos
No serdce ostalos' razorvannym vkloch'ja.
Mas pedaços do coração, soltos em partes
I pamjat' v probelah i mnogotoch'jah...
E memórias nos espaços em branco
Navsegda! Navsegda! Navsegda! Navsegda!
Para Sempre, Para Sempre, Para Sempre, Para Sempre.

Vse to chto bylo, vse ne zrja.

I vremja ne vremja toropit'
Todo o que era - tudo sabiamente
Chto budet dal'she. Ty i ja
E tempo do tempo não apressa.
Ne znaem. I znaem. Mozhet byt'.
Isso será mais importante para você.
Ljubit' kak ty ljubish',
Não sabemos se podemos saber.
Pytat'sja uspet'
Para amar, como você tentar ser o tempo.
V mire, gde stol'ko boli s smerti
No mundo onde é tudo dor e morte.
Soboju sozdat', napisat' i spet'
Próprio para criar, escrever e cantar
Vse, chto ty mozhesh' ostavit' na svete.
Tudo que você pode deixar para a luz
Navsegda! Navsegda! Navsegda! Navsegda!
Para Sempre, Para Sempre, Para Sempre, Para Sempre.

Ja znaju kak s nami igraet soznan'e.
Eu sei, como nós jogamos
Kak stynut zhelan'ja i dosvidan'ja.
Como uma despedida.
Ja slyshu kak stonut, ja slyshu kak plachut
Eu me ouço, como o gemido, como grito
Ljubov'ju zatronutye neudachno.
O amor falou em vão.
I rvutsja naveki kak tonkie struny
São cicatrizes iguais e para sempre como finas cordas.
Vernut' ih tak trudno a ih - milliony.
Para retornar é difícil - e seus milhões.
Ja verju - vse ljudi kogda-nibud' budut Sogrety drug drugom...
Eu confio,algum dia todos os povos serão amigos.
Vljublennyj vljublennym...
Enamorando-se, Enamorando-se.

Navsegda! Navsegda! Navsegda! Navsegda!
Navsegda! Navsegda! Navsegda! Navsegda!
Para Sempre, Para Sempre, Para Sempre, Para Sempre.
Para Sempre, Para Sempre, Para Sempre, Para Sempre.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009



"A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez." - Friedrich Nietzsche

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A noite está apenas começando





Eu tive um sonho com um anjo na praia
E ondas perfeitas começaram a vir
Seu cabelo estava flutuando num arco-íris dourado
E seu toque tinha um poder paralisante

Eu tive um sonho com um anjo na floresta
Encantado no meio de um lago
De seu corpo saiam raios de luz
E a terra começou a tremer

Mas eu nao vejo nenhum anjo na cidade
Eu nao vejo nenhum coro santo cantando
E seu eu ainda nao posso ter um anjo
Eu ainda posso ter uma mulher
E uma mulher é a coisa mais proxima
A coisa mais próxima de um anjo
Um rapaz é a coisa mais próxima

Eu tive um sonho com uma mulher num castelo
E ela dançava como um gato na escada
Ela tinha o fogo de uma príncesa em seus olhos
E soavam tambores em seus ouvidos

Eu tive um sonho com uma mulher numa estrela
Olhando para o mundo real
Ela está sozinha e sonhando com alguém como eu
Eu não sou um anjo, mas ao menos sou um homem

Eu tive um sonho que quando a escuridão acabar
Nós estaremos juntos em raios de sol
Mas isto é apenas um sonho e esta noite é a realidade
Nunca saberá o que significa,
Mas você saberá o que sinto
Quando estiver por acabar
Antes que você saiba que começou
Tudo é possível esta noite
Pare de chorar
Antes que você saiba, acabou
A noite está apenas começando

Deixe as rebeliões começarem
Deixe os fogos começarem
Estaremos dançando pelos desesperados e corações-partidos

Disse uma prece na escuridão para que a magia comece
Não importa o que pareça
A noite está apenas começando
Antes que você perceba acabou,


E tudo é possivel esta noite
Pare de chorar
Antes que você perceba, acabou
A noite está apenas começando

Deixe as rebeliões começarem
Deixe os fogos começarem
Estaremos dançando pelos desesperados e corações-partidos

domingo, 11 de outubro de 2009

Ubers Jahr



Spuren im Schnee fuhren an dir voruber
Frostklare Winde im Mondenschein
Endlose Stunden voll glasernem Schweigen
Wachst du beharrlich in tiefer Nacht

Bricht dann die Stille
Zerflie?t ein verschlafenes, karges Verlangen
Leise verweht sich der Nebel
Endlich voller Licht die Welt
Tiefgrune Wiesen, schattenkuhle Walder
Bluhen in der Gunst des Sonnenspiels
Reifende Ahren in wiegendem Tanze
Flustern ihre Weisen dem Winde zu

Bricht dann die Stille
Neuerlich hernieder, mit diesigem Hauche...
Leise erhebt sich der Nebel
Schlie?lich tritt die Nacht in die Welt

Wieder sind da Spuren
Im Schnee bei den Baumen
Der Mond steht alleine
In kalter Nacht

Es ist eine Stille
Ganz tiefe Ruhe
Allmachtiges Schlafen
Leise verliert sich das Leben
Wartet auf den neuen Tag

domingo, 27 de setembro de 2009

DESMATERIALIZAÇÃO EMBRIAGADA DE DIONÍZIO COMO FORMA APOLÍNEA DE REALIDADE.

Século XXI, era tecnológica, todos os domínios do intelecto humano voltados à imprevisibilidade da nova era. O tempo não mais reflete a linearidade – antiga referência dos processos de transformação – agora está a serviço dos fluxos de informações, das redes e das conexões.

A sociedade conhece novas relações, se depara com o movimento e as intermináveis misturas onde todas as coisas se complementam e se embelezam. O tão esperado encontro de Apolo com Dionízío, profetizado há cem anos através dos delírios inspiradores de Nietzsche. A forma apolínea da sociedade tecnológica e cibernética se dá através das manifestações dionizíacas das desmaterializações, do caos, da desvalorização do orgânico, dos fluxos de informações em rede como ordem das relações. A música ganha outras referências, volta ao arcaico na medida em que a cada batida sampleada pela máquina, um som tribal de percussão nos leva a outras possibilidades de realidades.

As regras sociais a partir de agora ficam sob comando do acaso. Se no século XX as relações sociais estavam ligadas às instituições – familiar, religiosa, estatal – onde morais e bons costumes ditavam modos de sociabilidade, hoje em dia é o acaso o comandante dos encontros. Não mais se aproxima de uma pessoa por se trabalhar na mesma instituição, por ser da mesma família, ou por ter mesmas crenças religiosas; e sim pela capacidade de sermos afetados por intensidades emanadas de seres com semelhanças essenciais.

A convivência entre os seres humanos é potencializada pelo virtual , um universo de possibilidades e novas formas de atuação social torna-se realidade. A simulação , a multiplicidade de papéis desempenhados , a fragmentação do ego estampado em diversas relações que se manifestam simultaneamente no ciberespaço , leva a sociedade ao gozo de se poder experimentar múltiplas realidades.

Temos estampados diante de nossos olhos o novo, e desde que o novo é novo grande questões são geradas.

Durante os séculos do milênio passado todos os tipos de movimentos que impulsionaram transformações sociais tinham bases teóricas, onde intelectuais e artistas buscavam justificar o novo com críticas ao passado. Atualmente no que se refere à questões teóricas vivemos algo contraditório em relação às transformações sociais deste início de milênio; uma vez que produções teóricas sobre a nova sociedade cibernética pós moderna está voltada para a tentativa de se explicar o inexplicável, de se compreender o incompreensível, ou seja de se conceituar o caos inerente aos novos tempos. Não há tempo para formulações de críticas ao passado como recurso de justificativas do domínio da tecnologia, já que não estamos diante de um movimento e sim de uma transformação de nível evolutivo da própria espécie humana. O curioso disto tudo é que formulações teóricas com embasamento crítico existem também,mas não em relação ao passado, e sim aos novos valores que começam a povoar as relações ,às novas maneiras de se situar na realidade, ao início do domínio do desmaterializado território chamado ciberespaço no que diz respeito as relações e suas múltiplas formas de expressões.

A situação apresentada pelo cenário atual no contexto das produções teóricas de aspectos críticos em relação a sociedade pós –moderna, traz com ela ventos do receio, atmosfera de caráter medroso , uma vez que , ao nos depararmos com o domínio da tecnologia em todos os aspectos da vida planetária,fica claro que estamos diante de uma evolução da técnica - inerente a espécie humana – e que não há fundamento em se produzir conteúdos críticos utilizando referências passadas ,como meio de justificar as transformações que povoam os universos das relações sociais sob o impacto da tecnologia. Dessa vez é a natureza humana que se manifesta, expressando a desmaterialização embriagada de Dionízio como forma apolínea de realidade.